sábado, 24 de janeiro de 2009

[Kit de Segurança Braun]


Ao investir em segurança do trabalho, uma empresa, além de cumprir a le-gislação trabalhista executando os programas de segurança exigidos por lei, desperta em seus funcionários o "espírito prevencionista", isto é, mantém alerta, de forma espontânea, quanto aos riscos de acidentes, zelando e res-peitando as normas de segurança, como por exemplo: usando adequada-mente os equipamentos de proteção individual, a exemplo do protetor auri-cular em área de ruído, do capacete na construção civil, da máscara em área de concentração de poeiras, etc.

EPI é Equipamento de Proteção Individual previsto na Norma Regulamenta-dora NR-6. O equipamento de proteção individual (EPI) é um instrumento de uso pessoal, cuja finalidade é neutralizar a ação de certos acidentes, que podem causar lesões aos trabalhadores, e protegê-los contra possíveis da-nos à saúde, causados pelas condições de trabalho.

O EPI deve ser usado como medida de proteção quando:
1. não for possível eliminar o risco de proteção coletiva
2. for necessário complementar a proteção individual
3. em trabalhos eventuais e em exposições de curtos períodos

De qualquer forma, o uso do EPI deve ser limitado, procurando-se, primeiro, eliminar ou diminuir o ris-co, com a adoção de medidas de proteção geral.

Quando seu uso for inevitável, faz-se necessário tomar certas medi-das quanto à sua seleção e indi-cação, pois o uso e fornecimento dos EPI é disciplinado pela NR-6.

A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só do equipamento como, também, das condições em que o trabalho é executado. É preciso conhecer as características, qualidades técnicas e, principalmente, os graus de proteção que o equipamento deverá proporcionar.

Mas, e como ficam os minutos, horas e mesmo dias em que o administrador do projeto não está ?
Se o operário da construção não tiver assimilado os valores que subjazem ao empenho contínuo do administrador do projeto pela Segurança, quem é que vai acabar se machucando ? Talvez aquele operário, talvez seu colega ?
Como se pode incutir a responsabilidade a ponto de as atitudes e os comportamentos de Segurança se tornarem parte tão importante de suas funções quanto o próprio trabalho ?

As atitudes positivas em relação á Segurança vão muito além do comportamento no local de trabalho. A gerência e a supervisão querem ver mudanças que reflitam também em mudanças na percepção das pessoas. Por exemplo, cooperação, envolvimento em reuniões receptividade aos assuntos de Segurança, são muito importantes para gerência e para supervisão. Um sistema de valores que dá importância à Segurança vais se manifestar nesses tipos de comportamento e em conseqüência em funcionários que o valorizem cada vez mais a sua Segurança.
Além disso, a gerência, como um todo, espera que os funcionários comecem a discutir assuntos de Segurança e a trazer suas preocupações antes que o supervisor o faça. Um comportamento pró-ativo como esse só acontece quando os funcionários estão sintonizados nos esforços preventivos. Sem mudança de atitude e um forte senso de responsabilidade individual, as pessoas não vão aceitar a incumbência de zelar pela Segurança. Em vez disso, retornam a seus comportamentos de risco ou de inércia, tão logo o gerente ou o supervisor se ausente.

Os empregados devem receber orientações sobre a operação de equipamentos, instruções, padrões mínimos de Segurança e, depois disso, um feedback sobre suas ações diárias. Esse orientação, mais focada para as técnicas preventivas e equipamentos adequados, é baseada no comportamento, os funcionários assim aprendem quais são os mecanismos de Segurança mais indicados e como eles devem realizar as suas atividades da maneira mais segura possível.
Tradicionalmente no entanto, o treinamento ao lado das orientações diárias e do feedback, não tem funcionado. E, embora crucial para o processo de conscientização para Segurança, o treinamento por si só, não tem sido suficiente. O conhecimento sobre os Procedimentos de Segurança pouco valem se os funcionários não valorizarem as práticas de Segurança no dia-a-dia. Cada indivíduo deve estar pronto para assumir responsabilidades em suas ações, utilizando os equipamentos adequados e realizando suas atividades de maneira segura.
Estatísticas e relatórios mostram que a maioria dos acidentes e incidentes acontecem quando as pessoas ignoram as exigências 'públicas e notórias'. Por exemplo, as decisões relativas ao uso de óculos de proteção, as orientações para levantamento de pesos, estes são dois procedimentos freqüentemente ignorados, e ainda, desconsiderar procedimentos de bloqueio ou de trabalho em ambientes confinados, que são exemplo potencialmente mais perigosos. Os funcionários sabem o que deveria ser feito mas, não o fazem, dando prova de que a chave para se promover a Segurança está no reforço do comportamento e das atitudes seguras.
Além disso, acidentes e incidentes muitas vezes acontecem quando as pessoas não estão concentradas nas atividades que estão executando. Um treinamento de habilidades que minimize as distrações internas e externas é importante, uma vez que muitos acidentes e incidentes ocorrem mesmo quando os procedimentos de Segurança são seguidos, mas não há a devida concentração dos envolvidos. Habilidades que permitam um percepção mais consciente, auxiliam os funcionários a se concentrarem e a controlarem melhor as suas ações.

Examinar processos mentais dos funcionários, quando estes processos refletem a valorização positiva que se dá para Segurança, o comportamento seguro se manifesta naturalmente. A partir daí, uma interação com colegas e gerentes que demonstrem uma conduta segura vai facilitar o treinamento em orientações e procedimentos seguros.


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